quarta-feira, fevereiro 21, 2018


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A VINGANÇA DE ANTENA - A DEUSA NASCIDA DO PAI...

«Na cultura greco‑latina, Medusa é uma górgona cuja fealdade tem o poder de tirar a vida a quem ousar olhar para ela, sendo uma das personagens mais temidas — e odiadas — da Antiguidade e, certamente, uma das mais solitárias, já que vivia isolada numa ilha. Todavia, de acordo com a versão de Ovídio, Medusa terá sido vítima de violação. Antes de ser decapitada por Perseu, a górgona era uma das donzelas do templo de Atena, e a sua beleza granjeara‑lhe diversos admiradores, entre os quais o deus do mar, Poseidon, que a iria violar no interior do templo da deusa da guerra. Furiosa com a profanação do seu solo sagrado, Atena dirige a sua fúria para Medusa, condenando‑a à solidão. A metamorfose de Medusa simboliza a punição — formal e informal — das vítimas de violência sexual. Atena traduz a adesão à ideologia 'victim blaming', que consiste na transferência, parcial ou integral, para a vítima da responsabilidade pela sua vitimação. Medusa representa o percurso das vítimas de violação com vista à sua purificação. [...] Antes de dar início à leitura, um alerta: este trabalho é sobre violência, e a justiça não descreve a violência sexual da mesma forma que descreve a violência não sexualizada; por isso, algumas partes do texto incluem excertos de acórdãos que podem ser perturbadores.»

O primeiro grande estudo português sobre a violação: a sua história, o enquadramento legal, a análise de casos particulares. O novo livro de Isabel Ventura chega às livrarias em Março.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

HÁ UM CAMINHO ESPIRITUAL DA MULHER?



"As mulheres que alcançaram a iluminação – conseguiram-no seguindo vias ou modelos tradicionais masculinos? Conseguiram-nos seguindo o seu próprio caminho? Como é que o encontraram? Por que tipo de conflitos, dúvidas sobre si próprias, etc., passaram para encontrarem o seu próprio caminho?" Treya*

Há certamente um caminho da Mulher diferente do homem e há um resgato do feminino essencial diferente do homem...antes de equiparamos os sexos e os princípios era preciso entender que a mulher foi afastada da sua essência e da sua identidade para assim poder ser usada pelo Sistema patriarcal e tornar-se uma mulher reprodutora e objecto de prazer, dividida entre a santa e a puta - a esposa e a prostituta -...divisão essa que teve origem na Instituição Casamento que serviu para garantir a "fidelidade" da mulher ao marido, como propriedade sua, e  dar o nome ao Filho do Pai e fazer da Familia o núcleo central do Sistema. Neste Sistema endocratico e patriarcal o Homem domina e anula a mulher enquanto ser individual para a colocar aos serviço exclusivo da Espécie Homem.
Portanto para que se possa encetar um caminho espiritual da Mulher ou encetar uma tarefa civilizacional como diz a autora (?) é preciso o resgate do principio feminino, mas antes de mais   a mulher tem de ter consciência do seu ser mulher enquanto Ente independente do homem... e com consciência própria uma vez que a não a tem - não a tem  as donas de casas cada vez mais raras, nem as executivas ou trabalhadoras e nem as feministas que descambaram completamente de uma luta  inicial por verdadeiros valores e direitos e não essa igualdade que hoje em dia é propagada...afinal a liberdade de serem usadas e abusadas por vontade  própria mas segundo os padrões de escravização que delas fizeram os homens...seja como mulheres que consomem sexo seja como mulheres que consomem a moda e usam todo o tipo de produtos que as transformam e tornam meros objectos...


"As mulheres não são apenas consumidoras na economia de mercado; elas são consumidas como mercadoria. É disso que fala o poema de Oles, e isso é o que Tax chamou de “esquizofrenia feminina”. Tax constrói um monólogo interior para a dona-de-casa-mercadoria:


“Não sou nada quando estou sozinha comigo mesma. Em mim mesma, não sou nada. Só sei que existo se sou desejada por alguém que é real, meu marido, e pelos meus filhos”.

...

"A grande tarefa civilizacional, talvez a mais urgente nos dias atuais, consiste no resgate do princípio feminino. Chamo atenção para o fato de que não falo de categoria feminino/masculino, mas de princípio feminino/masculino. Afasto-me decididamente da ideologia do gênero, sexista, baseada no sexo biológico, que constrói social e culturalmente as categorias do masculino e do feminino de forma dualista e excludente.

O resgate do princípio feminino e do masculino propicia uma nova inteireza à humanidade, ao transcender as distorções na relação homem-mulher e ao ultrapassar o sexo biológico de pertença. Significa não somente libertação dos humanos, especialmente da mulher, mas também da natureza e das culturas não estruturadas no eixo do poder-dominação, equiparadas ao fraco e ao frágil - portanto, ao feminino cultural." (?) 

rlp
*In Graça e Coragem de KEN WILLBER

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Roda Viva Internacional | Camille Paglia | 22/10/2015

O COLAPSO DA CULTURA



UMA MULHER LUCIDA: “A homossexualidade não é normal”

Teórica do “pós-feminismo”, a ensaísta norte-americana diz que a normalização da homossexualidade é sintoma de colapso cultural e critica os rumos do feminismo atual.


(Publicado em 10 de fevereiro de 2017  - por Equipe Sempre Família)


Ela foi a primeira estudante da Universidade de Yale a se assumir lésbica. Porém, é justamente a partir de suas concepções feministas e ateístas que a ensaísta Camille Paglia, ao contrário do esperado, mantém um discurso que se opõe às reivindicações típicas de grupos de pressão LGBT e da ideologia de gênero. “A homossexualidade não é normal”, segundo ela, que, aos quase 70 anos, é considerada a principal teórica do que tem sido chamado de “pós-feminismo”. “Pelo contrário, é um desafio à regra”.

Para ela, a tendência à homossexualidade e à transgeneridade é “uma forma de disfunção”, porque na natureza “há apenas dois sexos biologicamente determinados” e a androginia, tema de suas pesquisas na pós-graduação, está limitada a um número muito restrito de casos. Seria a propaganda LGBT que faz emergir uma falsa necessidade de uma diversidade de rótulos cada vez maior.

Além disso, Paglia reconhece que cada sexo traz consigo características inatas, um modo de ser masculino e um modo de ser feminino muito claros, que as principais vertentes do feminismo atual insistem em ignorar. A cirurgia de mudança de sexo é, até mesmo biologicamente, uma ilusão, já que cada célula continua tendo um material genético ou feminino ou masculino. E Paglia é muito clara a respeito de pais que permitem que seus filhos iniciem processos de mudança de sexo na infância ou na adolescência: “Isso é abuso infantil”, diz.

Mulher criada por pais gays publica livro sobre o mal de ser privada de uma mãe...

Segundo as pesquisas históricas de Paglia, todo período de declínio de uma cultura é marcado pela efervescência de fenômenos transgêneros, que são, assim, “um sintoma do colapso de uma cultura”.
“Por que nos últimos anos não houve nem mesmo um único líder gay que chegasse minimamente perto da estatura de um Martin Luther King Jr.?”, pergunta. A resposta, segundo ela, é óbvia: “Porque o ativismo negro está inspirado na profunda tradição espiritual da Igreja, à qual a retórica política gay é hostil de uma maneira infantil”.

“Os códigos morais são a civilização. Sem eles, estaríamos esmagados pela barbárie caótica do sexo, da tirania da natureza”, diz ela. Por isso, mesmo ateia, Paglia reconhece o papel histórico das religiões. “Tenho um grande respeito pela religião, que considero uma fonte de valor psicológico infinitamente mais rico que o estruturalismo eticamente insensato que se converteu em religião secular”, diz.

“Sofro mais preconceito por ser católico do que por ser homossexual”, diz escritor

No feminismo atual, Paglia não vê ideias novas, mas um retorno “às piores ideias do feminismo”, que ela acreditava derrotadas. Entre elas, está o repúdio que muitos setores do feminismo demonstram à própria ideia da maternidade. Para Paglia, a verdadeira luta do feminismo atual deveria estar em pressionar empresas, governos e universidades para que não obriguem as mulheres que queiram ser mães a interromper sua vida acadêmica e profissional.

Muitos desses erros, para Paglia, decorrem de que o feminismo atual se volta, mesmo sem perceber, a mulheres da classe média alta. É, para ela, um feminismo burguês, que escusa as mulheres de qualquer responsabilidade pelo que fazem, e que simplesmente transferiu da religião para as pautas feministas sua necessidade de servir a uma ideologia. “Para mim, o feminismo é inútil se as feministas só conversam entre si e recusam qualquer crítica”, afirma.

https://youtu.be/KlYR1isM2o8


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

UMA MULHER É UMA MULHER



A MULHER NÃO TEM GÉNERO...

ELA É MULHER, ELA NASCE MULHER - mas enquanto não se consciencializar de si como tal, unindo as duas mulheres cindidas pelo patriarcado, dividida há séculos entre a santa e a puta e enquanto  não for uma Mulher inteira de novo, uma mulher integrada, consciente de si e dessa cisão ela continuará a ser apenas um subproduto do Sistema patrista, de um lado a esposa...e do outro lado a prostituta...e as suas variantes modernas incluindo o travesti...Mas sem que a mulher se consciencialize da sal Psique e da sua ontologia para ser Mulher inteira ela nunca terá  nem liberdade nem integridade e vai continuar a sua busca de identidade no obscurantismo religioso e ideológico patriarcal, ou inserida no quadro académico em que está atada a ideias e conceitos, filosofias e psicologias masculinas e machistas e misóginas que falam dela e a definem ao longo dos séculos, que a secundarizaram e colonizaram como mãe e amante. Enquanto a mulher não  se "desemaranhar" de toda esta teia secular patriarcal, de domínio do Homem e da própria semântica...pese embora e o digam os homens - todos serem dominadas pela mulher, e nós admitimos que de algum modo é verdade, pois todos nascem de uma mãe - porem e no caso da mulher ela busca-se no vazio do homem que a inventa que a recriou e a projectou intelectualmente para ser...SEM NUNCA SE ENCONTRAR A ELA MESMA E A VERDADEIRA MULHER. E continuam a ser os homens a querer definir a mulher á força, condenando-a como mulher e ou sublimando-a como Mãe enquanto que as feministas em geral, as marxistas, essas mulheres sem alma, sem essência a querem uma mulher igual ao homem.

Por isso digo que é urgente que a mulher se diga que a mulher se conte que a mulher se encontre!

Penso, tal como Natália Correia que como mulher o disse com mais nenhuma mulher em lingia portuguesa o disse:

"Acho que não vale a pena a mulher libertar-se para imitar os padrões patristas que nos têm regido até hoje. Ou valerá a pena, no aspecto da realização pessoal, mas não é isso que vem modificar o mundo, que vem dar um novo rumo às sociedades, que vem revitalizar a vida.
A mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva, a eterna reserva da Natureza, precisamente para os impor ao mundo ou pelo menos para os introduzir no ritmo das sociedades como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criados pelas racionalidades masculinas.
É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo matrismo e não feminismo.
É aquilo a que eu chamo o cansaço do poder masculino que desemboca no impasse temível do tal equilíbrio nuclear que criou uma situação propícia a que os valores femininos possam emergir, transportando a sua mensagem."

NATÁLIA CORREIA, in Diário de Notícias, 11-09-1983

A MORTE DA MÃE...




“A mulher banhada em lágrimas surgiu detrás das árvores.

Tinha a face convulsa, mas os pés corriam, seguros sobre a erva.
Todas as olhávamos, paradas. E sabíamos que ela trazia uma má nova. Uma ferida profunda em seu seio.
- Eles tentarão, os homens, eles tentarão arrancar e levar consigo uma parte das entranhas da mulher. Chamar-lhe-ão falo. O princípio mágico da criação que habita o ventre das mulheres. A luz das deusas que sugere as formas pré-existentes na treva profunda, para que nossos olhos as descubram.
As lágrimas cobriam agora o espaço e o tempo. E a partir de então foi o momento de risco. E os próprios homens reconhecem que os deuses cometeram um erro ao fazê-los, respeitando, contudo, os deuses.
Havia-se acreditado que eram as mulheres que faziam as crianças: por sua força, ou por intervenção da lua, ou das deusas.
Havia-se acreditado que era o prazer que fazia as crianças.
Haviam os homens descoberto sua intervenção.
E um dia, os homens descobrem que nem o prazer nem mesmo o consentimento das mulheres são necessários: estas podem ser tomadas pela força das armas, ou pela força de um grupo de homens, como as cidadelas, e, impedidas de abortar, serão obrigadas a produzir filhos dos homens.
Este foi o principal facto que determinou toda a decadência das mulheres; a perda da sua magia.
O rapto e o estupro, juntamente com o assassínio, são específicas invenções do “Homem”: em mais nenhuma espécie animal se entregam os machos a tais feitos.”


"A Morte da Mãe" de Maria Isabel Barreno

A VOZ DO DONO


A VOZ DO DONO...


Li ontem um poste de um conhecido e conceituado instrutor que iria fazer um curso sobre a psique masculina e dizia que tinha muito mais mulheres interessadas em inscrever-se no Curso do que homens...
Realmente, pensei, as mulheres estão muito mais interessadas em saber da psique masculina - uma vez que usam praticamente apenas o ego masculino - do que a sua própria psique...é fácil subir a montanha onde brilha o sol, dificl é ir ao fundo dos abismos ao encontro da Rainha da Noite...
Sim, não nos espantemos de as mulheres seguirem mais depressa tudo o que diga respeito aos homens, do que seguir ou fazerem encontros de mulheres para falar apenas delas, para se centrarem em si e na sua psique. E não nos restam duvidas de que as mulheres dentro desta Onda New Age e pretensamente espiritualizadas, estão muito mais interessadas em deuses, mestres e instrutores masculinos - há sempre a esperança de um amor à vista... - e nos homens do que nelas próprias; mas, dir-me-ão, e isso "não é natural"? Sim é natural do ponto de vista sexual e instintivo, mas não do ponto de vista espiritual e de um caminho pessoal...penso eu...
Isto significa que as mulheres se desprezam como os homens as desprezam...e contudo elas fazem tudo para chamar a sua atenção. Esta é uma verdade comprovada em todo o lado. Elas seguem sem duvida a Voz do Dono, um registo celular atávico, a obediência do escravo, e por isso a seguem com muito mais interesse do que se ouvem umas às outras mulheres, a quem no fundo desprezam...Este parece ser um facto indiscutível e não só nesta área como em todas as áreas da vida.
É por isso que as mulheres estão cada vez mais masculinas e os homens mais femininos...o sentido da diferença e da essência de cada um dos sexos está cada vez mais longe do seu centro e interioridade e das polaridades que as caracterizam, e desse modo estamos a atingir um pondo drástico de alienação do que cada um representa quer a nível cultural e social...quer a nível espiritual.Cada dia mais as mulheres se negam na sua essência e estão longe de si e os homens a mesma coisa...o fosso entre mulheres e homens é cada vez maior...e se as mulheres não acordarem a tempo para si ...dentro em pouco este mundo vira um circo, um mundo de ficção, de bonecas de plástico e robots, de seres híbridos, seres mutilados e perversos - "eu sinto que sou uma galinha" - um carnaval (o festival da carne) sem nenhuma ponta de humanidade. Só mascaras...

rlp

terça-feira, fevereiro 13, 2018

AS ABERRAÇÕES DE GÉNERO...e a alienação do human@ em curso!


"Ela era Ele e se casou com Ele que era Ela. Aí Ele que era Ela engravidou
(dela) que era Ele."


Qual liberdade? Matar, destruir, castrar, amputar órgãos? Em nome do sentir? Do sentir mulher ou do sentir travesti? Isto é CEGUEIRA propagada por todas estas tretas new age e yin e yang quando ninguém sabe nada do que está a dizer e a verdade é que tudo isto vai apenas contra a biologia e a natureza humana, o sentido do sagrado - a grande ignorância sobre os dois hemisférios cerebrais e a complementaridade macho fêmea - a Alquimia e o ESPIRITO - as emoções pertencem ao foro psíquico e a psicologia nas suas bases está a ser completamente destruída pela aberração da ciência química - e onde oh deuses onde está o equilíbrio da criança de pais legítimos e equilibradas perante estes seres híbridos e grotescos - sim isto está a tornar-se numa onda gigante grotesca e carnavalesca...em nome de qual liberdade? Isto é a mais completa ignorância e falta de CONSCIÊNCIA ONTOLOGICA E METAFISICA DO SER.  Todo este drama deriva da falta do feminino essencial - da não existência de uma Mulher integral e de a mulher e o homem estarem a ser manipulados e destruídos para trabalharem e consumirem como escravos que já o são seja da Nova Era ou da Nova ordem Mundial, cujo propósito é destruir toda a estrutura e equilíbrio da Natureza humana.

A TRANSIÇÃO DOS MUNDOS?

Eu nunca imaginei que o Apocalipse ou a Kalyuga fosse uma guerra surda de poderes ocultos e perfeitamente consentâneos entre todos os Governos do mundo e em cumplicidade com todas as instituições mundiais sem ter em conta nenhum valor humano real, sem qualquer humanidade, unicamente por dinheiro e poder temporal…Politicas geradas meramente por interesses económicos, em que se deixam morrer crianças inocentes em guerras sangrentas...e químicas...

Nunca pensei que o mundo pudesse cair nas mãos dos mais loucos e poderosos do Planeta para quem as populações, homens mulheres e crianças, são números e que nada contam como indivíduos a não ser para produzir e consumir, para servir o Sistema que os manda para guerra ou os destrói segundo os seus interesses… sem dó nem piedade...

Eu nunca pensei que a loucura do mundo fosse tão funesta e a sua insanidade fosse tão calamitosa, tão generalizada. Nunca imaginaria uma guerra sem tréguas contra inocentes, mulheres e crianças de forma tão cobarde e tão maléfica…tão “moralista”, tão “benemérita”…em que as potências mundiais dividem entre si os espólios depois dos mortos...
Eu nunca imaginei possível poder-se destruir a identidade e a integridade do ser humano enquanto homem e mulher pelas ideologias do Género, funestas e maquiavélicas e que se minassem nesse sentido e nas escolas as crianças fomentando a confusão sexual, induzindo-as aos transexualismo e criação de seres híbridos por vontade própria - mutação por químicos e mutilação genital - em nome de um "sentir diferente"... e que crianças nascessem de "mães" com barba e sem seios...e de "pais" mulheres com pénis e seios - a pura decadência da espécie...

Eu sei e sabia que os “grandes homens”, os mais ilustres cientistas, sábios, filósofos, escritores, artistas consagrados deste mundo, deixam morrer milhões de crianças à fome, que deixam violar milhares de mulheres, que enriquecem à custa da pobreza e da escravidão de milhões de pessoas em todo o mundo e que todos nós, aqueles que temos a ilusão de viver num mundo civilizado e moderno, que calçamos os sapatos sofisticados feitos na Índia por escravos, que compramos os produtos chineses mais baratos feitos por crianças, todos nós compactuamos com a nossa indiferença, com a nossa alienação, os nossos créditos…talvez mesmo com a nossa “espiritualidade”…mas não esperava esta hecatombe...
(...)

reescrevendo -  rleonorpedro

VER O QUE É PRECISO VER...


A ALIENAÇÃO DO FEMININO


"A supressão do princípio feminino, sobretudo ao longo dos últimos 2 mil anos, permitiu que o ego ganhasse absoluta supremacia na psique humana coletiva. Embora as mulheres tenham ego, é claro, ele pode enraizar-se e prosperar com mais facilidade na forma masculina do que na feminina. Isso acontece porque as mulheres se identificam menos com a mente do que os homens. Elas estão mais em contato com o corpo interior e a inteligência do organismo, que dão origem às faculdades intuitivas. A forma feminina não se encontra tão rigidamente encapsulada quanto a masculina, tem maior abertura e sensibilidade em relação às outras formas de vida e está mais sintonizada com o mundo natural. Se o equilíbrio entre as energias masculina e feminina não tivesse acabado no nosso planeta, o crescimento do ego teria sido limitado de modo significativo. Não teríamos declarado guerra à natureza e não seríamos tão completamente alienados do nosso Ser."- Eckhart tolle


O PATRIARCADO NÃO É UMA "SUPERSTIÇÃO"...

"Patriarcado é uma cultura, um sistema, uma civilização, um sistema econômico, um sistema político, um sistema legal, um sistema religioso, um sistema científico, e assim por diante. Mas acima de tudo, o patriarcado é um PODER. Um poder que se manifesta em todos os lugares, instituições, pessoas, hábitos, culturas, religiões, ideologias, mesmo entre mulheres. Isto porque o patriarcado socializa com os papéis e as hierarquias de gênero que existem entre homens e mulheres. O patriarcado existe há tanto tempo pois promove a sociabilidade entre homens, que se tratam como irmãos (fraternidade), atribuindo-lhes poder. Enquanto isso, obriga as mulheres a reproduzirem e sustentar materialmente os homens, socializadas entre si como inimigas, servindo aos interesses do desejo masculino."*

*Texto adaptado de: “O que é feminismo” de Dra. Elida Aponte Sánchez

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

O TEXTO MAIS ANTIGO



O primeiro autor da história foi uma mulher...
Enheduanna foi a mais alta autoridade religiosa na Mesopotâmia


"O texto mais antigo cujo autor é conhecido ganhou uma tradução em inglês moderno, acessível aos leitores comuns. Há pelo menos 50 anos já se sabia que o primeiro autor conhecido da história era uma mulher. Ocorre que os textos eram guardados a sete chaves, disponíveis apenas para poucos estudiosos. Agora, uma analista junguiana aliou-se a especialistas na antiga civilização assíria, oriunda da Mesopotâmia, e traduziu pela primeira vez os escritos da sacerdotisa Enheduanna, filha do rei Sargon, que viveu há cerca de 4 mil anos na cidade de Ur, atual sudeste do Iraque. Enheduanna foi a mais alta autoridade religiosa na Mesopotâmia por volta de 2300 anos a.C.. Seus textos, escritos na linguagem cuneiforme (em forma de cunha, gravada em tábuas de barro), são poesias em homenagem a uma deusa chamada Inanna, adorada pela sacerdotisa."


A Sabedoria primordial associada a Mulher...


Há igualmente grandes evidências de que a espiritualidade, e em particular a visão espiritual característica de sábios videntes, já foi associada à mulher. Nos registros arqueológicos mesopotâmicos soubemos que Ishtar da Babilônia, sucessora de Innana, ainda era conhecida como a Senhora da Visão, Aquela que Orienta os Oráculos, e a Profetisa de Kua. As tábuas babilônicas contêm numerosas referências a sacerdotisas que oferecem conselhos proféticos nos santuários de Ishtar, algumas das quais são importantes nos registros de eventos políticos. Sabemos, através dos registros egípcios, que a representação de uma naja era o sinal hieroglífico para a palavra Deusa e que a naja era conhecida como o Olho, uzait, símbolo de compreensão e sabedoria místicas. A Deusa naja conhecida como Ua Zit era a deidade feminina do baixo Egito (norte) em tempos pré-dinásticos. Posteriormente, tanto a Deusa Hathor quanto Maat ainda eram conhecidas como o Olho. O uraeus, uma serpente empinada, é encontrada com freqüência sobre as frontes da realeza egípcia. Além disso, um santuário profético, possivelmente sítio de um antigo santuário à Deusa Ua Zit, elevava-se na cidade egípcia Per Uto, que os gregos chamavam Buto, nome grego para a própria Deusa naja. O famoso santuário oracular de Delfos também se elevava em um sítio originalmente identificado com o culto da Deusa. E mesmo em épocas gregas clássicas, após ter sido dominado pelo culto a Apolo, o oráculo ainda falava através dos lábios de uma mulher. Ela era uma sacerdotisa chamada Pítia, a qual se sentava sobre um mocho trípode em tomo do qual havia uma serpente chamada Píton enroscada. Lemos ainda em Ésquilo que nesse templo, que era o mais sagrado, a Deusa era venerada como a profetisa primeva. Outra vez sugere-se que mesmo na idade clássica grega a tradição de uma sociedade de parceria em busca da revelação divina e da sabedoria profética através das mulheres ainda não fora esquecida.


IN O Cálice e a Espade - Riane Eisler